11 de jun de 2010

Torto Canto

Se eu disser que meu tempo é agora
Agora é um momento ruim pra isso
Calma ausente é a pressa que devora
Oriente e ocidente, prumo e enguiço

É que só eu sei minhas preces e magias

Vão dizer que me repito demais
Indo e voltando no ponto cambota
Vaiando a dor de um só idiota
E eu digo que aqui dentro jaz
Restos mortais de tudo que importa

Diante de tanto remédio vencido
Eu desfio o rosário de lamentos
Na noite dos dias de teto de vidro
Tudo desafia o caos-sentimento
Rogo aos céus que me dêem tempo
Outro dia eu volto e acerto a dívida

Dois faz par, mas não faz felicidade
Eu sei e sei quem mais que sabe

Mas dos dias de contente
Inteirei um bocado de alegria
Morna e ás vezes quente e fria


3 comentários:

Diogo disse...

uau

...

uau!

maravilhoso.

[queria dizer que ADOREI o novo formato, mas daí li o poema...]

Dario B. disse...

Te conto que gostei, Maguinha, dois monologos não fazem um diálogo e talz...

Dario B. disse...

O que eu te conto? Que passei pra ver as novidades e descobri que vc anda sem tempo. Pior pra mim que gosto de te ler, e torço pra esse tempo estar sendo proveitoso. Grande beijo Maguinha.